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quarta-feira, 13 de maio de 2026

Cultura presta homenagem póstuma ao artista plástico Elvis Ribeiro

Ato está marcado para a próxima quarta (19), às 10h, na Praça da Cultura, local que recebeu obras confeccionadas pelo escultor, que faleceu em dezembro de 2024

A Secretaria Municipal da Cultura (SMC) realizará, na próxima quarta-feira (19), às 10h, uma homenagem póstuma ao artista plástico Elvis Ribeiro. O ato ocorrerá na Praça da Cultura, espaço que recebeu obras esculpidas pelo artista, reconhecido por sua habilidade no manuseio da madeira.

A cerimônia contará ainda com um momento musical especial, com a participação dos professores da Casa da Cultura, Gianne Ambrosino e Viviane Ribeiro dos Santos, reforçando a importância da arte e da cultura na preservação da memória de um dos mais talentosos escultores da cidade.

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Elvis faleceu em 1º de dezembro de 2024, após sofrer um mal súbito enquanto dirigia no distrito de Dez de Maio, onde residia. Habilidoso com a motosserra, utilizou-a como ferramenta principal para dar nova vida à madeira de uma árvore de grande porte que caiu nas imediações da Praça da Cultura após um temporal em abril do ano passado. 

A única escultura concluída por ele antes de sua morte inesperada, intitulada “violoncelo”, será entregue oficialmente durante o evento. Outras peças iniciadas pelo artista permaneceram inacabadas devido a rachaduras causadas pelo processo de maturação da madeira e estão armazenadas em seu ateliê.

Dando continuidade ao legado do pai, Hariel Ribeiro assumiu a missão de finalizar as esculturas deixadas por Elvis. A homenagem foi proposta pelos vereadores Genivaldo Jesus e Chumbinho Silva, além da servidora Cleonice Dumke, assistente em desenvolvimento social da SMC e idealizadora do projeto “Arte na Praça”, que possibilitou a intervenção artística de Elvis Ribeiro na Praça da Cultura.

“Fiquei muito feliz com a iniciativa dos vereadores, que almejam eternizar a obra deste artista. Em cada escultura, Elvis expressou seu talento e o amor pela natureza. Ele só esculpia em madeira de descarte. Costumava dizer que a arte estava na árvore em si, de pé, viva”, recorda Cleonice. “O que ele fazia era preservar a história através da sua expressão artística e agora permanecerá viva em nossa memória e em nossos corações. Em entrevistas e nos lugares ele passava, Elvis sempre dizia que queria que uma escultura dele estivesse numa praça da cidade e agora este sonho se tornará realidade”, complementa.

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