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domingo, 15 de março de 2026

Formado em Toledo, “Piá” conquista título do Novo Basquete Brasil (NBB)

Com apenas 20 anos, Luís Eduardo Lazarini Colinski está no elenco que conquistou o tetracampeonato do Sesi/Franca na principal competição nacional da modalidade

O basquete de Toledo ganhou projeção nacional graças a um jovem talento formado na cidade. Luís Eduardo Lazarini Colinski, o “Piá”, de 20 anos e 1,99 metro de altura, faz parte do elenco do Sesi/Franca, campeão da temporada 2024/2025 do Novo Basquete Brasil (NBB) — a principal liga do basquete brasileiro. Com a conquista, a quarta consecutiva da equipe do interior paulista, ele já carrega no currículo o título mais importante da modalidade no país.

A participação de Piá na campanha vitoriosa do Sesi/Franca já vem de treinamentos há quase três anos com o time profissional e a atuação em alguns jogos. A mais significativa, nesta temporada do NBB, veio na 26ª rodada da primeira fase, na parte final da partida contra o Vasco da Gama, realizada no Ginásio Pedrocão, casa da equipe na competição. Com dois minutos em quadra, sentiu o gosto e a alegria de atuar perante uma apaixonada torcida, integrando o seleto grupo tetracampeão do NBB: “O título coroa a realização do sonho de estar ao lado de gigantes do basquete brasileiro. Aprendi muito a cada dia, com os treinamentos e jogos”, destaca o atleta.

Atualmente, o jovem defende o clube também na Liga de Desenvolvimento de Basquete (LDB), torneio voltado a atletas em formação e que serve como celeiro de novas promessas para a modalidade. “É uma sensação inexplicável jogar pelo Sesi/Franca, pois o Pedrocão está sempre cheio e o time tem uma torcida fiel, que apoia e vibra com os mais novos. É normal ter nervosismo quando entramos em quadra pelo time principal, mas é uma coisa boa de sentir, de perceber que as coisas estão indo pelo caminho certo”, relata Piá.

Formação – Sua trajetória reforça o caminho de crescimento contínuo, que teve início em Toledo, nas quadras do Ginásio Jaime Zeni, onde a Associação de Basquete de Toledo (Abatol) desenvolve o seu trabalho. Embora tenha nascido em Campo Largo, ele e sua família vieram para o Oeste do Paraná quando ainda era um bebê e permaneceu no município até 2019, quando foi buscar novas oportunidades nas categorias de base do Sesi/Franca. “Vejo que a minha formação na Abatol foi um preparativo para suportar todas as dificuldades que passei. Eles foram e ainda são a minha família”, destaca Piá, que era chamado de “Dudu” nos tempos que vestia a camisa de Toledo e do Paraná.

Foi por meio da formação realizada pela entidade – que representa o município em competições oficiais – que Piá ganhou espaço e seus desempenhos chamaram a atenção da comissão técnica da seleção paranaense, que o convocou em diversas categorias ao longo dos anos. Esta fase da carreira do atleta foi acompanhada atentamente pelo técnico Jhonatan Marsola dos Santos.

O professor, carinhosamente chamado de “Toro”, destaca a amplitude do trabalho realizado pela Abatol. “A associação trabalha há 25 anos na formação para o basquete, desde os 9 ou 10 anos de idade até a sua vida adulta. O principal objetivo do projeto é primeiramente formar cidadãos de bem que busquem um futuro correto dentro da sociedade. O segundo objetivo foi alcançado com o Dudu, que é formar atletas de alto desempenho que jogarão em grandes equipes dentro e fora do Brasil”, analisa. “Ao ser campeão do NBB pelo Sesi/Franca, ele levou o nome da nossa cidade ao nível mais alto do basquetebol brasileiro. Isso nos orgulha muito e mostra como um projeto social pode render muitos frutos”, destaca.

Futuro – Após a primeira conquista no basquete profissional, Piá faz planos de alçar voos ainda maiores. “A evolução sempre vem a cada ano. Percebo que estou lapidando cada vez mais o meu basquete, com o objetivo de estar preparado para atuar no profissional, porém percebo uma grande evolução mental, o que foi peça chave para chegar até hoje. Sem isso, não chegaria a lugar nenhum. Meus objetivos para o futuro são jogar na Europa e me tornar uma fortaleza física e mental, estar preparado para qualquer coisa”, projeta.

Essa resiliência é a tônica da mensagem que ele endereça para a nova geração de jogadores de basquete. “O recado que eu daria para a molecada é que temos que ir atrás das oportunidades, nunca esperar nada de mão beijada. Deve também almejar sempre a evolução e treinar bastante, com disciplina e humildade. Faça por merecer as coisas sem passar por cima dos outros. E sempre buscar ter uma cabeça boa para conseguir enfrentar esse ramo tão complicado e duro do esporte”, aconselha.

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