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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Menina de 4 anos é entregue por engano a família errada em escola de Cascavel

Caso envolve duas crianças com o mesmo nome; mães relatam falhas no protocolo

Um erro grave registrado na Escola Municipal Artur Carlos Sartori, no bairro Santa Felicidade, em Cascavel, deixou uma família em choque. Uma menina de quatro anos foi entregue por engano a outra família na última sexta-feira (06/02), segundo dia do ano letivo.

A criança é Aurora, filha da professora de dança Tamara Priscila Gonçalves da Luz.

Segundo a mãe, a coordenação da escola ligou inicialmente para a família errada — responsáveis por outra aluna, também chamada Aurora.

Um homem, idoso e com apenas 3% da visão, foi até a escola buscar a neta, recebeu a criança equivocada e só percebeu o erro ao chegar em casa, retornando imediatamente com a menina.

No mesmo período, Tamara recebeu uma ligação às 15h49 informando que a filha precisava ser buscada porque teria colocado massinha de modelar no ouvido. Ela chegou à escola às 15h56 e apresentou a carteirinha de identificação, documento exigido para a liberação do aluno.

Durante a conversa, foi informada de que a filha havia sido entregue por engano. “Eles levaram minha filha e depois voltaram dizendo que não era a Aurora deles. Eu questionei se não pediram a carteirinha”, relatou.

A mãe afirma que não recebeu explicações detalhadas sobre o que ocorreu, nem por quanto tempo a filha permaneceu fora da escola ou para onde foi levada. Ela também pediu acesso às câmeras de segurança, mas diz que não conseguiu. “Eu pensei que iria desmaiar”. 

Após o episódio, a família decidiu retirar a criança da unidade. Nesta segunda-feira, Tamara procurou o Nucria (Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes) para registrar a ocorrência.

Enquanto isso Tamara aguarda mais informações sobre o caso, sem saber ainda quem exatamente esteve com a filha, por quanto tempo e para onde ela foi levada. 

Relato da outra família

A mãe da outra Aurora — criança para quem a escola teria ligado inicialmente — também se manifestou. Segundo ela, recebeu uma mensagem solicitando que buscasse a filha, mas informou que não poderia naquele momento e pediu para que a mãe dela fosse acionada.

De acordo com o relato, quem foi até a escola foi o avô da criança, um idoso com deficiência visual. Ele informou na secretaria que estava ali para buscar “Aurora” e a criança foi entregue a ele. Ao chegar em casa, a avó percebeu que não se tratava da neta, e o homem retornou imediatamente à escola com a menina.

A mãe afirmou que a família ficou abalada e questionou os procedimentos adotados pela escola, principalmente a falta de conferência com os responsáveis autorizados para retirada da criança.

Manifestação da Secretaria de Educação

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou que tem conhecimento da situação e realizou os devidos encaminhamentos. O fato relatado pela mãe ocorreu no segundo dia do ano letivo e foi identificado pela equipe da unidade escolar, momento em que foram adotadas as providências cabíveis, conforme os protocolos da escola.

A unidade escolar realizou o registro em ata, prestou os devidos esclarecimentos à família e comunicou a Secretaria Municipal de Educação, que acompanha o caso. A escola já dispõe de medidas e protocolos de segurança para o controle da saída dos alunos, incluindo a orientação de que somente pessoas autorizadas e devidamente identificadas realizem a retirada das crianças.

Diante do ocorrido, a Secretaria Municipal de Educação reforçou as orientações às equipes escolares, com foco no aprimoramento dos fluxos internos e no fortalecimento das medidas de segurança, a fim de evitar novas ocorrências.

Catve

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