
Condenado por participação no maior furto a banco da história do Brasil, Raimundo de Souza Pereira, de 61 anos, conhecido como Piauí, foi preso em Montevidéu, no Uruguai.
Ele havia sido beneficiado no Brasil por indulto presidencial em abril de 2024.
Raimundo integrou o grupo responsável pelo furto à sede do Banco Central do Brasil, em Fortaleza, em 2005, quando cerca de R$ 164 milhões foram levados do cofre da instituição.
O caso ficou conhecido nacionalmente pela complexidade da ação, executada por meio de um túnel escavado até o subsolo do prédio.
Raimundo foi preso em Montevidéu ao lado de outros quatro brasileiros: Eduardo Félix Farias, Carlos Emerson Cruz, Marcelo Paulo Costa e Danilo do Amor Divino Lima.
Eles são apontados como integrantes do Primeiro Comando da Capital e suspeitos de planejar um novo mega-furto a banco na capital uruguaia.
Segundo autoridades locais, o grupo seguia modelo semelhante ao utilizado em Fortaleza, com divisão técnica de funções, estudo prévio do alvo e planejamento para evitar confronto direto.
A operação resultou em 11 presos, entre brasileiros, uruguaios e paraguaios.
A Justiça uruguaia decretou prisão preventiva por 180 dias.
Durante a ação policial, foram apreendidos 113 quilos de maconha e 42 quilos de cocaína.
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