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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Câmara de Londrina aprova requerimento para impedir atleta trans de jogar campeonato de vôlei

Decisão baseada em lei municipal de 2024 coloca em xeque a semifinal da Copa Brasil

Em uma sessão votada em regime de urgência, a Câmara Municipal de Londrina aprovou hoje (26) um requerimento que visa vetar a participação da ponteira Tifanny, do Osasco, na partida agendada para esta sexta-feira (27) no Ginásio Moringão. Por 14 votos a 3, os parlamentares decidiram fazer valer uma lei municipal que proíbe atletas transexuais de competirem em categorias diferentes de seu sexo biológico de nascimento na cidade.

A movimentação liderada pela vereadora Jéssica Ramos Moreno, a Jessicão (PP), fundamenta o pedido em uma legislação promulgada em abril de 2024. Para a parlamentar e a maioria da casa, a presença de Tifanny em solo londrinense configuraria uma irregularidade perante a norma local. O embate jurídico coloca a organização do torneio em uma situação delicada, já que o descumprimento da regra municipal pode resultar na revogação imediata do alvará do evento, impedindo que a bola suba no Moringão, além de uma multa de R$ 10 mil e o corte de qualquer apoio institucional à equipe paulista.

A situação cria um conflito direto entre a autonomia do município e as regras da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), que permite a atuação da atleta baseada em critérios internacionais de níveis hormonais.

Até o momento, a defesa da atleta e a diretoria do clube paulista não se pronunciaram sobre o caso.

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