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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

“Não vou deixar a Celepar virar os Correios”, afirma Ratinho Junior sobre desestatização

Governador do Paraná afirma que a proposta de desestatização da Celepar busca evitar prejuízos futuros, garantir eficiência e proteger os recursos públicos.

Imagem> Geraldo Bibniak

O governador do Paraná, Ratinho Junior, defendeu nesta sexta-feira (27) o processo de desestatização da Celepar (Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná). Em declaração, ele comparou a situação da estatal paranaense ao cenário financeiro da Correios.

“Eu não posso deixar a Celepar virar os novos Correios, que lamentavelmente estão quebrados”, afirmou o governador, ao mencionar os empréstimos bilionários contratados pela empresa federal nos últimos anos para reestruturação.

Segundo Ratinho Junior, a proposta tem como objetivo evitar que a companhia se torne, no futuro, um passivo financeiro para os cofres públicos. De acordo com o governo, a iniciativa busca garantir sustentabilidade fiscal e evitar impactos ao contribuinte.

O processo é conduzido com base na Lei Estadual 22.188/2024, aprovada pela Assembleia Legislativa do Paraná, e, conforme o Executivo, segue todas as exigências legais. A medida também é apresentada como alinhada a uma tendência internacional de adoção de modelos mais flexíveis para acompanhar a rápida evolução tecnológica.

Para o governo estadual, a competitividade do setor é um dos principais fatores que motivam a mudança. A avaliação é de que empresas estatais enfrentam maior dificuldade para competir com grandes companhias privadas de tecnologia, especialmente diante das exigências de agilidade e inovação.

Outro ponto citado é a possibilidade de maior dinamismo operacional em uma eventual nova gestão, com o Estado passando a contratar serviços conforme demanda e desempenho.

A proposta, no entanto, também levanta preocupações relacionadas à segurança da informação e à proteção de dados dos cidadãos. O governador afirmou que essas garantias estarão amparadas pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e que o controle institucional das informações será mantido. Ele destacou ainda que órgãos públicos já utilizam infraestrutura de grandes empresas globais, como Google e Amazon.

O debate sobre a desestatização da Celepar deve avançar nos próximos meses e envolve discussões mais amplas sobre o papel do Estado na área de tecnologia, eficiência administrativa e a gestão estratégica de dados públicos.

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