Uma audiência considerada decisiva para o andamento de um dos casos mais repercutidos de Cascavel acontece nesta segunda-feira (23), durante a tarde, no Fórum da cidade. O processo trata da morte do soldado da Polícia Militar Ariel Julio Rubenich, ocorrida em novembro de 2025.

O réu Edson Ferreira da Cruz será ouvido na Audiência de Instrução e Julgamento, etapa em que testemunhas prestam depoimento e o acusado pode ser interrogado. A sessão será realizada no plenário do Tribunal do Júri.
O caso ocorreu na noite de terça-feira (25), quando o policial morreu durante uma perseguição nas ruas da cidade. Conforme a investigação, o veículo conduzido pelo acusado atingiu a motocicleta do soldado, que acabou colidindo contra árvores no canteiro central da Avenida Tancredo Neves.
De acordo com o processo, a acusação aponta homicídio qualificado com agravantes, o que pode levar a uma pena superior a 30 anos de reclusão. Entre os pontos considerados estão a impossibilidade de defesa da vítima, risco a outras pessoas e o fato de a vítima ser agente de segurança.
O material reunido pela investigação inclui imagens de câmeras de segurança ao longo da avenida, registros de câmeras corporais de policiais, laudos periciais e diversos depoimentos de agentes que participaram da ocorrência.
Ao todo, 18 testemunhas foram convocadas para a audiência. A maioria é formada por policiais que acompanharam a perseguição ou atuaram na investigação, além de pessoas que presenciaram o momento do impacto.
A família do policial acompanha o caso e deve estar presente durante a audiência. A expectativa é que, ao fim desta fase, o juiz responsável decida se o acusado será levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.
O réu segue preso preventivamente desde o dia do crime. O caso continua sob responsabilidade da Justiça, que vai analisar as provas e depoimentos apresentados durante a audiência.


















