Município está em 15º lugar do Brasil e 3º do Paraná em pesquisa realizada pela Revista Bula, que se inspirou no ranking World Happiness Report, da ONU

Toledo aparece na 15ª colocação entre as cidades mais felizes do Brasil, conforme levantamento nacional divulgado na última quinta-feira (2) pela revista Bula. O município obteve nota 8,75 em uma escala de 0 a 10 e figura entre os 30 melhores colocados do país, em publicação assinada pelo repórter Carlos Willian Leite.
No recorte estadual, Toledo ocupa a terceira posição no Paraná. Apenas Curitiba (5º lugar, com nota 8,86) e Maringá (8º, com 8,83) aparecem à frente.
A seleção reúne exclusivamente cidades das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O Sul conta com 11 representantes – cinco de Santa Catarina, três do Paraná e três do Rio Grande do Sul. O Sudeste lidera com 12 municípios (seis paulistas, três mineiros, dois capixabas e um fluminense), enquanto o Centro-Oeste soma sete cidades (três de Goiás, duas de Mato Grosso do Sul, uma de Mato Grosso e uma do Distrito Federal).
No conteúdo, o município é apresentado como exemplo de transformação do interior brasileiro. “Toledo ajuda a contar uma história decisiva do Brasil contemporâneo: a do interior que deixou de ser margem e se converteu em polo de organização econômica e urbana. Sua força está ligada à agroindústria, à agricultura e aos serviços que cresceram ao redor desse dinamismo, formando um município de peso regional considerável. Mas Toledo não é apenas plataforma produtiva. A cidade revela como o oeste paranaense se urbanizou com densidade suficiente para gerar centralidades autônomas, capazes de atrair circulação, trabalho e vida organizada. Seu destaque nasce dessa capacidade de ser produtiva sem perder espessura urbana e sem depender apenas do campo ao redor”, descreve a reportagem.
O prefeito de Toledo, Mario Costenaro, interpreta a colocação no ranking como reflexo de um ambiente social equilibrado e de um processo contínuo de desenvolvimento do município. “Isso mostra a evolução do bem-estar que nós temos aqui na nossa cidade, mostra o nível de harmonia existente, o nosso desenvolvimento”, ressalta. “E também aumenta a nossa responsablidade de não só manter esses índices, mas agregar a cada ano, uma maior qualidade de vida ao nosso cidadão”, acrescenta.
O levantamento – O ranking da Bula foi inspirado na metodologia utilizada pelo World Happiness Report, estudo internacional desenvolvido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em parceria com a Universidade de Oxford, do Reino Unido, e o Instituto Gallup, dos Estados Unidos. Diferentemente do modelo global, que se baseia na percepção subjetiva das pessoas sobre a própria vida, a adaptação brasileira utilizou exclusivamente dados públicos municipais, auditáveis e comparáveis, com foco em condições objetivas de bem-estar.
O índice foi estruturado em oito dimensões: Capacidade material e segurança econômica; Saúde e longevidade; Apoio social e proteção contra vulnerabilidade; Liberdade prática e capacidade de escolha; Confiança institucional e integridade pública; Civismo, generosidade e vida comunitária; Segurança pessoal; e Habitabilidade com serviços urbanos básicos. “O estudo não pretende medir felicidade subjetiva em sentido estrito, nem reproduzir mecanicamente a metodologia internacional. Seu objetivo é identificar, dentro do universo de bases públicas auditáveis e comparáveis, os municípios brasileiros que reúnem as condições mais consistentes de bem-estar estrutural”, define o texto da Bula.
De acordo com o prefeito, o desempenho está associado à articulação histórica entre diferentes atores locais e à solidez institucional construída ao longo do tempo. “Esse resultado se deve a uma grande cooperação entre o setor produtivo e a gestão pública ao longo de tantos anos, desde a formação do município”, pontua Costenaro. “Para seguirmos melhorando em pesquisas como esta, devemos estar sempre atentos a questões que são básicas, como saúde e educação, pensando muito na nossa qualidade de vida, e assim continuar na implementação de políticas públicas e no fortalecimento do nosso senso de cooperativismo e associativismo”, analisa.
















