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segunda-feira, 13 de julho de 2026

O fornecedor de combustível dos brasileiros mudou de cidadania

(Imagem: AXIOS | Reprodução)
Bye, bye, camaradas? O Brasil, que desde 2023 é o segundo maior comprador do petróleo russo, está migrando as suas importações para o combustível dos EUA. O movimento aconteceu desde que a Rússia anunciou a suspensão de suas exportações de diesel, devido a ataques ucranianos a suas refinarias.
Por que isso importa: Hoje, o Brasil importa cerca de 30% do diesel que consome, e só em maio desse ano, a Rússia respondeu por 75% dessas importações. Com isso sendo afetado, quem sente é o agronegócio, que tem alta demanda nesse período de colheita.
Na prática, esse movimento era articulado antes mesmo do anúncio oficial. A guerra no Oriente Médio elevou a demanda global pelo combustível, enquanto a produção recorde dos EUA tornou o diesel americano mais competitivo.
Para se ter uma ideia da mudança, a participação da Rússia nas importações brasileiras de diesel caiu de 64% em junho para 17% em julho. No mesmo período, a fatia dos EUA saltou de 36% para 78%.
Mas a mudança não afeta só o Brasil. A redução da oferta russa fez os preços globais do diesel dispararem, atingindo os maiores níveis dos últimos anos.
Ao mesmo tempo, a Rússia também viu sua produção de derivados encolher. No último mês, a produção caiu 25%, enquanto as exportações de petróleo recuaram 15%.
Looking forward: Em meio a esse cenário de instabilidade, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) se reúne amanhã para discutir uma forma de reduzir a dependência brasileira de combustíveis importados. A proposta é elevar de 30% para 32% a mistura de etanol na gasolina.
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