
A Polícia Civil do Paraná prendeu um homem de 60 anos suspeito de matar a aposentada Eulália Farias Pinheiro, de 70 anos, moradora de Maringá, que estava desaparecida desde o dia 15 de junho. A prisão preventiva foi cumprida na tarde de quarta-feira (22), em Maringá, e, durante o interrogatório, o investigado confessou o crime. A investigação trata o caso como latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte.
Eulália desapareceu após viajar de ônibus para Nova Londrina, no Noroeste do Paraná. Quase um mês depois, em 14 de julho, o corpo da idosa foi encontrado parcialmente submerso no leito do Rio Tigre, preso entre galhos, na região de Porto Tigre. Em razão do avançado estado de decomposição, a identificação só foi possível por meio de exames de odontologia legal realizados pela Polícia Científica do Paraná.
Investigação revelou relacionamento construído para conquistar a confiança da vítima
De acordo com a delegada Angélica Ferreira, responsável pelo caso, as investigações reuniram depoimentos, documentos e provas técnicas que indicam que o suspeito se aproximou de Eulália de forma planejada, conquistando sua confiança para obter acesso aos seus bens antes de cometer o crime.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, a prisão preventiva foi decretada pela Justiça da Comarca de Nova Londrina após representação da corporação e parecer favorável do Ministério Público. A decisão levou em consideração a gravidade do crime, o risco de fuga do investigado e a necessidade de preservar a investigação.
Bilhete e oração escritos pela vítima ajudaram a identificar o suspeito
Um dos elementos que contribuíram para o avanço das investigações foi um bilhete encontrado pela família entre os pertences de Eulália. Nele havia o nome e o telefone do investigado, além de uma oração escrita pela própria vítima, pedindo que o relacionamento entre os dois desse certo e desejando que ele conseguisse um emprego.
Ainda conforme a Polícia Civil, o homem teria orientado Eulália a manter o relacionamento em segredo dos familiares e aguardou que os demais passageiros deixassem o terminal rodoviário antes de se aproximar dela, numa tentativa de dificultar sua identificação por testemunhas.
Suspeita é de motivação financeira
As investigações apontam que o crime teve motivação patrimonial. Conforme a Polícia Civil, há indícios de que o suspeito aproveitou a relação de confiança para obter vantagens financeiras antes de matar a vítima. A advogada que representa a família informou que Eulália havia comentado com o investigado que receberia uma quantia em dinheiro e, posteriormente, realizou saques bancários antes do desaparecimento. Essas informações ainda integram o inquérito policial.
Celulares e veículo foram apreendidos
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais civis realizaram buscas na residência do investigado, onde apreenderam aparelhos celulares que serão submetidos à perícia. O veículo que teria sido utilizado no dia do crime também foi localizado e passará por exames da Polícia Científica e de papiloscopistas da Polícia Civil em busca de vestígios que possam reforçar as provas já reunidas.
Após confessar o crime, o homem foi encaminhado ao sistema penitenciário, onde permanece à disposição da Justiça.
Apesar da prisão e da confissão, a Polícia Civil informou que o inquérito ainda não foi concluído. As diligências prosseguem para esclarecer toda a dinâmica do crime, a forma como a vítima foi morta e a eventual participação de outras pessoas, caso novas evidências surjam durante a investigação.


















