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quarta-feira, 29 de julho de 2026

Money talks até dentro de campo

(Imagem: Carl Recine | Getty Images)
Após realizar a Copa do Mundo mais lucrativa da sua história, a Fifa anunciou uma decisão inédita. A entidade disse que, pela primeira vez, vai aceitar investimento de capital externo, com a criação da FIFA Forward Enterprise (FFE).
Esse novo braço seria responsável por vender os direitos comerciais da Fifa — que oficialmente é uma associação sem fins lucrativos —, como transmissão e patrocínio.
A ideia é vender participação de até 20% a investidores externos, captando até US$ 4,2 bilhões ainda este ano, com avaliação inicial de US$ 20 bilhões. A Fifa mantém controle majoritário e toda autoridade sobre competições e decisões esportivas.
O que está por trás disso?
Pelo estatuto da Fifa, o ciclo de 2027 a 2031 é o último mandato permitido a Gianni Infantino na presidência da instituição.
Na prática, a criação da FFE seria uma forma do italiano continuar acompanhando e influenciando as decisões da entidade, mesmo sem ocupar uma cadeira na Fifa.
Além disso, Infantino é conhecido por ter uma proximidade com Donald Trump. Curiosamente, um dos possíveis investidores da FFE é Joshua Kushner, cunhado de Ivanka Trump — a primeira filha do presidente.
A análise é que essas relações poderiam aumentar a influência dos EUA na organização. Inclusive, na última Copa, o POTUS conseguiu reverter um cartão vermelho aplicado contra um jogador americano.
🌎️ Nem todo mundo aprova… A UEFA — responsável pela Champions League — chama a iniciativa de “uma linha que o futebol não deveria cruzar”, e questiona a falta de transparência sobre quem vai lucrar.
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