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quarta-feira, 29 de julho de 2026

Disputa pelo Governo o Paraná ganha forma; Moro e Greca fecham tabuleiro

As convenções partidárias no Paraná começaram a definir os nomes e as coligações para as Eleições Gerais de 2026. PSD, PDT, MDB e PL já anunciaram seus candidatos ao governo do estado e ao Senado, além das chapas proporcionais.

Convenções partidárias no Paraná consolidam candidaturas e coligações para as Eleições Gerais de 2026, com nomes tradicionais e chapas proporcionais – Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

As convenções partidárias no Paraná começaram a consolidar o desenho das forças políticas que disputarão o comando do Palácio Iguaçu e as vagas legislativas nas Eleições Gerais de 2026. Os documentos oficiais das legendas revelam um cenário marcado por grandes coalizões em torno de nomes tradicionais, candidaturas isoladas e intensa movimentação para a formação das chapas proporcionais à Assembleia Legislativa do Paraná e à Câmara dos Deputados.

Bloco do PSD

PSD realizou sua convenção no dia 25 de julho, no Paraná Clube, em Curitiba, oficializando a candidatura de Sandro Alex ao Governo do Estado, sob o número 55. A estratégia da legenda prioriza a formação de uma ampla base de apoio, com coligações aprovadas junto ao Republicanos e à Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP. Na chapa majoritária, o Republicanos indicou Alexandre Curi como candidato ao Senado, enquanto a Federação União Progressista definiu Nelson Padovani para a segunda suplência ao Senado.

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Apesar da definição do candidato ao governo, o PSD delegou à Comissão Executiva Estadual a escolha do candidato a vice-governador e da primeira suplência ao Senado, permitindo ajustes conforme avancem as negociações com outros partidos.

Para as eleições proporcionais, a legenda homologou 31 candidatos a deputado federal,  além de 53 candidatos a deputado estadual.

Frente de oposição

No campo da oposição, o PDT confirmou, também no sábado, o deputado estadual Maurício Thadeu de Mello e Silva, o Requião Filho, como candidato ao Governo do Estado.

A chapa conta com o apoio formal da Federação Brasil da Esperança — formada por PT, PCdoB e PV — e da Federação PSOL/Rede Sustentabilidade. O PDT homologou 31 candidatos a deputado federal, encabeçados pelo ex-governador Roberto Requião, e 52 candidatos a deputado estadual.

A Federação Brasil da Esperança ratificou, em convenção virtual, o apoio a Requião Filho e concentrou sua estratégia na disputa pelo Senado. Foram homologadas as candidaturas de Gleisi Helena Hoffmann e de Dr. Rosinha (Florisvaldo Fier). Na chapa de Gleisi, Assis Gurgacz Neto, indicado pelo PDT, ocupa a primeira suplência. A federação também lançou 26 candidatos a deputado federal e 50 a deputado estadual.

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Já a Federação PSOL/Rede aprovou, por unanimidade, o apoio ao PDT para a disputa ao Governo do Estado. Embora não tenha lançado candidatos próprios aos cargos majoritários, indicou Aldair Tarcísio Rizzi e Jorge Luiz Bernardi como nomes aptos a compor a vaga de vice-governador ou suplências ao Senado. Também homologou 19 candidatos a deputado federal e 39 a deputado estadual.

Candidaturas isoladas

O Partido Missão optou por disputar as eleições com chapa própria. A legenda lançou Luiz Felipe Martins França para o Governo do Estado, tendo João Adolfo Padilha Yamane Wendpap como candidato a vice-governador . Para o Senado, homologou as candidaturas de Karen Correia Guerreiro, Renato Scarante e Sonni Rezini. O partido também completou integralmente suas nominatas proporcionais, com 34 candidatos a deputado federal e 34 a deputado estadual.

PSB (Partido Socialista Brasileiro), presidido no Paraná por Luciano Ducci, concentrou sua estratégia, neste momento, na disputa pela Câmara dos Deputados. A convenção aprovou 31 candidatos a deputado federal, mas optou por não lançar candidaturas ao Governo do Estado nem à Assembleia Legislativa, delegando à Executiva Estadual a condução das negociações para futuras alianças na chapa majoritária.

MDB oficializa Greca no dia 2

MDB realizará em 2 de agosto, em Curitiba, a convenção estadual que deverá homologar a candidatura do ex-prefeito da capital, Rafael Greca, ao Governo do Paraná. A legenda também pretende oficializar o ex-governador Alvaro Dias como candidato ao Senado Federal. O adiamento da convenção, inicialmente prevista para julho, ampliou o prazo para as negociações sobre alianças e a composição da chapa majoritária.

Desde junho, as direções nacional e estadual do MDB reiteram que Greca disputará o Palácio Iguaçu, descartando a possibilidade de integrar outra chapa como candidato a vice-governador. A estratégia é manter candidatura própria ao Executivo estadual e fortalecer as bancadas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.

Em entrevista ao podcast do Jornal O Paraná, Greca reafirmou sua disposição para a disputa. “Todo mundo me quer de vice, ninguém me quer de governador no palácio, mas as ruas me querem governador e eu só faço subir nas pesquisas e há uma corrente de vontades no Paraná me pedindo para não desistir”, disse.

PL fecha chapa com Moro, Edson e Deltan

PL do Paraná realiza sua convenção no dia 1º de agosto, em Curitiba, para homologar a candidatura do senador Sergio Moro ao Governo do Estado. O encontro também deve confirmar o cascavelense Edson Vasconcelos como candidato a vice-governador e o ex-deputado federal Deltan Dallagnol na disputa por uma vaga ao Senado. A legenda encerra uma etapa importante da construção da chapa e passa a concentrar as articulações nas alianças e na definição das candidaturas proporcionais para a eleição de 2026. O evento deve reunir lideranças estaduais e nacionais do partido.

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