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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Investigações e disputa judicial inflamam reta final do 2º turno

A poucos dias do segundo turno, a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro ganha nova frente com apurações da PF e STF sobre Lulinha e relações de Flávio com advogado.

Às vésperas do segundo turno, PF e STF investigam Lulinha e Flávio Bolsonaro, intensificando o confronto político – Foto: Ricardo Stuckert/ PT

Brasil e Brasília – A poucos dias do segundo turno, a disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) ganhou uma frente que passa mais uma vez pela Polícia Federal e pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Apurações sobre o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, a lobista Roberta Luchsinger e relações de Flávio com o advogado Willer Tomaz alimentam o confronto político.

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O embate ocorre com Flávio numericamente à frente na maioria das pesquisas. Balanço publicado pelo Jornal O Paraná ontem (19) mostrou o senador à frente em 12 de 13 levantamentos, mas com redução da vantagem em cinco de seis comparações entre rodadas. Nesta terça (20), a Real Time Big Data apontou 52% dos votos válidos para Flávio e 48% para Lula, empate no limite da margem de dois pontos. Foram ouvidos 2 mil eleitores, de 15 a 19 de outubro, com confiança de 95%.

Investigações sobre Lulinha

No caso de Lulinha, a PF pediu mais prazo para concluir dois inquéritos sobre suspeitas de corrupção e tráfico de influência. Segundo documentos obtidos pelo Estadão, os pedidos foram apresentados em 2 de outubro, quando terminou o prazo inicial de 60 dias. A corporação sustenta que há diligências pendentes, necessárias para esclarecer os fatos e avaliar novas medidas.

Uma das frentes apura possível intermediação de negócios de cannabis medicinal no Ministério da Saúde, com participação de Lulinha e Roberta. A outra examina suposta atuação em favor do empresário de tecnologia Cléber Ribas, ligado a contratos de R$ 53 milhões no Ministério do Desenvolvimento Social. A existência dos contratos, isoladamente, não comprova favorecimento.

Os investigadores querem cruzar viagens, pagamentos, vínculos societários e registros de reuniões em órgãos federais. O levantamento inclui deslocamentos nacionais e internacionais desde janeiro de 2023, a origem dos recursos usados em passagens e ocasiões em que Lulinha e Roberta viajaram juntos. Também estão sob análise agendas, movimentações bancárias e contatos com dirigentes de órgãos públicos.

Viagem a Portugal e defesas

Entre os episódios está uma viagem a Portugal em junho de 2024. A PF busca verificar eventual relação com o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, que foi ao país dias depois. A hipótese de custeio ainda é objeto de apuração. Na frente ligada a Ribas, a polícia pretende detalhar fluxos financeiros e confrontá-los com contratos, encontros e tratativas no governo.

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