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sábado, 23 de maio de 2026

Delegado da Polícia Civil é preso pela Polícia Federal durante operação em Toledo

Uma operação da Polícia Federal realizada nesta sexta-feira (22) terminou com a prisão preventiva de um delegado plantonista da Polícia Civil do Paraná, em Toledo, no Oeste do Estado. A ação foi conduzida por policiais federais de Foz do Iguaçu, com acompanhamento da Corregedoria da Polícia Civil durante o cumprimento das ordens judiciais.

O delegado investigado ingressou na Polícia Civil do Paraná após aprovação em concurso público realizado em 2022 e passou a atuar na corporação no ano seguinte. Em Toledo, ele exercia funções apenas em regime de plantão e não fazia parte do quadro de delegados titulares da cidade.

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As investigações fazem parte da Operação “Pacto Violado”, deflagrada pela Polícia Federal para apurar uma suposta associação criminosa envolvida com crimes de descaminho, facilitação de descaminho e peculato.

Segundo as informações apuradas, a investigação teve início em 2023, após a prisão em flagrante de um policial civil que transportava mercadorias estrangeiras em um veículo oficial. Na ocasião, a carga apreendida foi avaliada em aproximadamente R$ 1,7 milhão.

Já em março deste ano, uma nova etapa da investigação levou à prisão de outro envolvido em São Paulo. Na ação, foi apreendida uma carga estimada em R$ 1,5 milhão.

Em nota oficial, a Polícia Civil do Paraná informou que colaborou integralmente com a operação conduzida pela Polícia Federal e destacou que a Corregedoria Geral instaurou procedimento administrativo interno para apurar a conduta do policial investigado.

O delegado-chefe da 20ª Subdivisão Policial de Toledo esclareceu que o delegado preso era oriundo de Formosa do Oeste e atuava apenas nos plantões da unidade de Toledo, sem residência fixa no município.

Conforme apurado, ele morava em Salto del Guairá, no Paraguai, e já respondia a procedimentos relacionados a suspeitas de contrabando.

Ainda segundo a Polícia Civil, informações repassadas pela própria equipe da unidade de Toledo à Corregedoria contribuíram para o avanço das investigações, demonstrando, conforme destacou a instituição, comprometimento com a legalidade e a transparência no serviço público.

O caso segue sob investigação da Polícia Federal.

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