
Os novos casos de câncer no mundo devem saltar de 20 milhões para 35 milhões por ano até 2050, o que representa um aumento de quase 80% nas próximas três décadas.
O alerta é da Organização Mundial da Saúde, que aponta a doença como a segunda principal causa de morte no planeta, atrás apenas das complicações cardiovasculares.
A estimativa atual indica que uma em cada cinco pessoas desenvolverá algum tipo de tumor ao longo da vida.
Quando também são considerados os impactos sobre familiares próximos e cuidadores, as projeções indicam que cerca de 92% da população mundial será afetada direta ou indiretamente pela doença em algum momento.
O estudo da OMS expõe um cenário de grave desigualdade no tratamento, mostrando que as chances de sobrevivência dependem diretamente da renda do paciente e do país onde ele vive.
Enquanto nas nações desenvolvidas o acesso aos medicamentos prioritários chega a 94% dos pacientes, nos países mais pobres esse índice despenca para apenas 9%.
Entre as principais causas para o avanço do câncer, os especialistas destacam mudanças no estilo de vida da população global, impulsionadas pelo crescimento da obesidade, do sedentarismo, do tabagismo e da poluição do ar.
O câncer de pulmão, inclusive, segue na liderança isolada em mortalidade global; os tumores de mama e colorretal também aparecem entre os mais frequentes.
Para conter a escalada da doença, a recomendação internacional é que os governos integrem o tratamento oncológico aos sistemas públicos de saúde universal e invistam em políticas de prevenção.



















