
15 em cada 100 bebês do mundo tem cobertura vacinal inadequada.
É o que alerta relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde e pelo Unicef, que aponta que o maior desafio atual não é iniciar a imunização, mas garantir que as crianças recebam todas as doses necessárias para ficar protegidas contra doenças graves como difteria, tétano e coqueluche.
De acordo com o documento, no ano passado, 13,5 milhões de crianças não receberam vacina no 1° ano de vida e outras 7,3 milhões não tiveram o ciclo básico completo – com três doses da vacina que protege contra essas doenças
Em termos percentuais, a taxa de abandono do esquema vacinal infantil subiu de quatro para doze por cento no mundo entre 2024 e 2025.
Apesar do cenário global preocupante de evasão, o Brasil foi apontado pelas entidades internacionais como um dos grandes destaques positivos na recuperação da cobertura vacinal.
O país registrou o segundo maior aumento do planeta na aplicação da primeira dose da vacina tríplice bacteriana e conseguiu reduzir drasticamente o número de crianças chamadas de “dose zero” — aquelas que nunca haviam recebido nenhum imunizante.
Além disso, o Brasil consolidou uma das maiores coberturas das Américas na vacinação contra o HPV entre o público jovem, superando potências como os Estados Unidos e o Canadá.
Diante dos resultados, OMS e Unicef cobram um esforço coordenado dos governos para facilitar o acesso aos postos de saúde e monitorar ativamente as famílias para que os calendários de vacinação sejam completamente preenchidos.



















