
Um golpe a cada 4 minutos. Essa foi a média registrada no Brasil em 2025.
De acordo com números do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública foram 2 milhões, 261 mil e 55 ocorrências registradas no ano passado, uma média de 258 por hora — ou quatro por minuto.
O número é recorde e inclui casos mais tradicionais, em que os golpistas usam encenações, cenários falsos e documentos físicos, e fraudes digitais, praticadas por meio de links, aplicativos e redes sociais.
Na comparação com o total de golpes registrados em 2024, houve alta de quase 3%.
Lembrando que o Anuário é elaborado com base em registros feitos pelas secretarias de segurança pública dos 26 estados e do Distrito Federal.
Significa que os números podem ser ainda maiores, já que muitas pessoas que caem em golpes acabam não informando o ocorrido às autoridades de segurança.
Em relação aos casos registrados no ano passado, um dos destaques é o aumento dos golpes digitais, que superou 20%.
Ainda de acordo com o Anuário, entre os golpes mais comuns estão a clonagem ou troca de cartão de crédito, o golpe do WhatsApp, em que os criminosos se passam por familiares ou amigos e pedem dinheiro com urgência e o golpe da falsa central bancária, além dos golpes do PIX e do uso indevido de CPF, que é aquele com alegações de que há irregularidades envolvendo o documento.
Para evitar cair em uma dessas armadilhas, é importante estar atento e conhecer alguns indícios de que a tentativa de contato é, na verdade, uma tentativa de golpe.
Algumas das principais dicas são: desconfie imediatamente de mensagens pelo WhatsApp de familiares ou amigos pedindo dinheiro urgente sob a justificativa de um número novo. Lembre-se também de que os bancos nunca ligam pedindo senhas, códigos de confirmação ou para que você realize transferências para “contas de segurança”. Ao fazer compras presenciais, mantenha o cartão de crédito sempre no seu campo de visão para evitar trocas e confira com atenção o valor digitado no visor da maquininha antes de digitar a sua senha.


















