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sábado, 8 de agosto de 2026

A proteína está vindo de outra parte da vaca

(Imagem: Sarah Grillo | Axios)
Depois da onda das canetas emagrecedoras, a demanda por whey protein disparou. Em meio à escassez desse suplemento, o colágeno — uma proteína — está ganhando força.
Em um plano de R$ 400 milhões, a JBS criou em 2022 uma empresa no setor de colágeno e já prepara expansão.A MBRF, dona da Sadia e Perdigão, pagou R$ 312,5 milhões por 50% de uma marca relacionada ao mercado de colágeno. A meta é se tornar o maior complexo desse produto do mundo.
Na prática, até pouco tempo atrás, o colágeno era simplesmente descartado, mas a mudança de comportamento alterou o valor dessa mercadoria. Uma das suas vantagens é a facilidade de incorporá-lo em alimentos, de marmitas a bebidas.
Para se ter ideia, o aumento da demanda de whey travou operações bilionárias. No ano passado, a dona da Growth Suplementos tentou vender a empresa por R$ 4 bilhões, mas a turbulência no preço do principal produto travou o negócio.
Olhando para os números… Isso pode virar uma oportunidade para empresas do segmento.Peptídeos de colágeno rendem cerca de 30% de margem, enquanto o whey protein oferece menos de 10%.
Zoom out: O Brasil já é o quinto maior mercado do mundo em suplementos esportivos, o quarto em whey protein e o terceiro em creatina. Estima-se que o setor de suplementos alimentares movimentou R$ 7,6 bi por aqui em 2025 e deve faturar R$ 13,8 bi em 2030.
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