
A cesta básica de alimentos ficou 7,71% mais barata em Toledo em julho, na maior queda mensal registrada nos últimos 12 meses. O custo caiu R$ 55,22 em relação a junho e fechou o mês em R$ 661,35, segundo a pesquisa do Núcleo de Desenvolvimento Regional (NDR) da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).
Com a queda, um trabalhador que ganha o salário-mínimo precisa de 44,11% do valor líquido para comprar a cesta individual, ante 47,79% em junho. Em tempo de trabalho, são 89 horas e 45 minutos para pagar a cesta, contra 97 horas e 15 minutos no mês anterior.
A conta segue mais dura para quem sustenta uma família. A cesta familiar caiu de R$ 2.149,70 em junho para R$ 1.984,05 em julho, mas continua fora do alcance de quem vive de um salário-mínimo: o custo supera em 32,32% o valor líquido do piso, e o trabalhador não tem renda para cobrir as demais despesas da casa.
Entre os 13 itens pesquisados, 10 ficaram mais baratos e três subiram. A maior queda foi a do tomate (-34,21%), seguida da batata (-23,91%). Segundo a pesquisa, o tomate recuou com a maior produtividade, a safra cheia nas regiões produtoras e as temperaturas diurnas mais elevadas. Já a batata caiu com a intensificação da safra de inverno e a melhora da produtividade.
No sentido contrário, a banana teve a maior alta (17,25%), atribuída à redução da oferta com as baixas temperaturas nas principais regiões produtoras. As quedas do tomate e da carne foram as que mais pesaram para derrubar o índice do mês.
Confira a variação de preço dos 13 produtos entre junho e julho:
| Produto | Junho (R$) | Julho (R$) | Variação |
|---|---|---|---|
| Banana (1 kg) | 4,87 | 5,71 | +17,25% |
| Leite (1 litro) | 5,42 | 5,70 | +5,17% |
| Feijão (1 kg) | 6,35 | 6,52 | +2,68% |
| Açúcar (1 kg) | 2,88 | 2,85 | -1,04% |
| Café (500 g) | 24,60 | 24,28 | -1,30% |
| Óleo de soja (900 g) | 7,38 | 7,27 | -1,49% |
| Arroz (1 kg) | 3,47 | 3,41 | -1,73% |
| Margarina (500 g) | 7,94 | 7,71 | -2,90% |
| Pão francês (1 kg) | 13,42 | 12,70 | -5,37% |
| Carne (1 kg) | 47,33 | 43,83 | -7,39% |
| Farinha de trigo (1 kg) | 4,55 | 4,19 | -7,91% |
| Batata (1 kg) | 7,11 | 5,41 | -23,91% |
| Tomate (1 kg) | 9,15 | 6,02 | -34,21% |
No acumulado de 12 meses, de agosto de 2025 a julho de 2026, a cesta ficou 1,36% mais cara: passou de R$ 652,45 para os R$ 661,35 de julho. Nesse período, foram seis meses de alta e seis de queda no custo.
Na conta dos 12 meses, o item que mais encareceu foi a batata, com alta de 90,88%, seguida do feijão, que subiu 65,93%. O café ficou 26,89% mais barato no mesmo intervalo, depois de uma sequência de altas fortes nos anos anteriores.
Na comparação com outras cidades, Toledo segue entre as cestas mais baratas do levantamento. Em Cascavel, o custo foi de R$ 693,55, 4,87% acima do de Toledo. Só saíram mais em conta as cestas de Recife (PE), a R$ 660,31, e de Pato Branco (PR), a R$ 636,85. No outro extremo, São Paulo (SP) teve a cesta mais cara, R$ 915,01, 38,35% acima da de Toledo.
A pesquisa também estima o salário-mínimo necessário para uma família cobrir as necessidades básicas do mês, incluindo alimentação, moradia, vestuário e transporte, conforme a metodologia do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em Toledo, esse valor precisaria ser de R$ 5.556,00 em julho, o equivalente a 3,43 vezes o salário mínimo atual, de R$ 1.621,00. Na média nacional, a conta sobe para R$ 7.687,01.
Feita em parceria entre a Unioeste e a Prefeitura de Toledo, a pesquisa acompanha os preços há 64 meses, desde abril de 2021, quando a cesta custava R$ 488,61. No período, o custo acumulou alta de 35,35%.



















