Evento promovido pelo Sesi Paraná, em parceria com a Embaixada Solidária e apoio da Prefeitura, busca soluções para ampliar a integração de trabalhadores migrantes no mercado formal

Toledo recebe na próxima quarta-feira (18) o Painel Estratégico “Desafios da Contratação, Retenção e Acolhida de Talentos Migrantes em Toledo”, um encontro que reunirá empresários, lideranças e especialistas para discutir soluções voltadas ao fortalecimento da mão de obra nas indústrias do município.
O evento será realizado das 9h às 12h, na Rua São João, 7871, no Jardim Gisela, e é uma iniciativa do Sesi Paraná, em parceria com a Embaixada Solidária, com apoio da Organização Internacional para as Migrações (OIM) e da Prefeitura de Toledo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Thiago D’Arisbo, a iniciativa nasceu da busca permanente por soluções que mantenham Toledo em situação de pleno emprego, ao mesmo tempo em que ajudam as empresas a superar dificuldades na contratação de profissionais.
“A ideia surgiu da nossa busca constante por soluções que atendam o pleno emprego em Toledo. Identificamos no programa Indústria Acolhedora, do sistema FIEP, a ferramenta ideal para potencializar o trabalho que já vínhamos realizando. Nosso esforço foi unir essa expertise da FIEP com o trabalho fundamental da Embaixada Solidária e a estrutura da Agência do Trabalhador, criando um ecossistema completo para apoiar os nossos parceiros empresariais”, explicou.
Início de um programa permanente – De acordo com D’Arisbo, o painel marca o início de um programa mais amplo de acompanhamento e consultoria para as empresas participantes.
“O painel é o ato de abertura, um momento essencial para alinhar expectativas com empresários e lideranças. Mas o foco principal é o programa que começa ali. Será um trabalho contínuo de consultoria e suporte técnico para que as indústrias saibam não apenas contratar, mas também integrar esses talentos migrantes de forma eficiente e sustentável dentro das suas produções”, destacou.
A iniciativa envolve uma rede de parceiros formada pelo Sistema FIEP, por meio do Sesi, a Embaixada Solidária de Toledo e a Prefeitura, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e da Agência do Trabalhador. Mais de 20 empresas do município já estão engajadas na proposta desde o início das discussões.
Solução para o gargalo da mão de obra – Para o secretário, o programa também surge como resposta a um dos principais desafios do setor produtivo local: a dificuldade de preenchimento de vagas, mesmo em um cenário de baixo desemprego.
“Toledo tem hoje a segunda menor taxa de desocupação do Paraná. Por outro lado, muitas empresas enfrentam dificuldades reais para preencher vagas. O programa oferece suporte técnico para que a indústria utilize mão de obra migrante com segurança jurídica e eficiência, reduzindo a rotatividade e garantindo que as linhas de produção não parem por falta de pessoal qualificado”, afirmou.
Inclusão e formalização – Além de atender às necessidades das empresas, o projeto também busca ampliar as oportunidades para trabalhadores migrantes que vivem no município.
“Para o trabalhador migrante, essa é uma oportunidade de formalização plena. Já temos na Agência do Trabalhador programas como o Toledo que Cuida e o Toledo que Emprega, voltados a públicos em situação de vulnerabilidade. Agora somamos forças com a indústria acolhedora para oferecer um atendimento ainda mais específico ao migrante, com profissionais dedicados à regularização e à mediação direta com o mercado formal”, explicou.
Migrantes já impulsionam geração de empregos
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) reforçam a relevância desse público para a economia local. Em 2025, Toledo registrou saldo superior a 2 mil novos postos de trabalho formais, sendo que quase 500 foram ocupados por trabalhadores estrangeiros.
“Isso significa que cerca de 25% do crescimento formal do emprego em Toledo no ano passado veio da força de trabalho migrante. Em 2026, essa tendência continua. Só nos primeiros meses já temos quase 100 novos migrantes integrados ao mercado formal”, destacou o secretário.
Desenvolvimento econômico e inclusão social – Segundo D’Arisbo, ainda existe um número significativo de migrantes em busca de oportunidades ou fora da formalidade, e o objetivo do programa é transformar esse potencial em desenvolvimento econômico.
“Quando trazemos esse trabalhador para a formalidade, garantimos que ele tenha uma vida mais digna e assistida, enquanto fortalecemos a economia de Toledo. Somos uma cidade que gera oportunidades, mas que precisa de gente para ocupar esses postos”, afirmou.
Para ele, iniciativas como essa contribuem diretamente para o crescimento sustentável do município.
“Ao sermos uma cidade acolhedora, resolvemos o problema da falta de mão de obra das empresas e ao mesmo tempo promovemos inclusão social. Isso se reflete em mais consumo no comércio, mais arrecadação e principalmente em uma cidade mais justa e próspera para todos — tanto para quem nasceu aqui quanto para quem escolheu Toledo para viver”, concluiu.


















