Em 2023, casal foi condenado pela Justiça de São Paulo a 40 anos de prisão. Eles estavam foragidos e foram encontrados morando em Foz do Iguaçu. Crime ocorreu em 2010 em Santana de Paranaíba.

Roberta Nogueira Tafner de Sousa, de 42 anos, e Willians de Sousa, de 46, foram presos nesta segunda-feira (26) em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Eles foram condenados a 40 anos de prisão pela Justiça de São Paulo por matar os pais da mulher a facadas para tentarem ficar com a herança milionária deixada por eles.
O crime foi cometido entre os dias 1º e 2 de outubro de 2010 no condomínio onde as vítimas moravam em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo. Nenhum pertence foi roubado das vítimas na ocasião.
De acordo com a Polícia Civil do Paraná (PC-PR), Roberta e Willians estavam morando em Foz do Iguaçu e não havia indícios de que queriam fugir. Eles foram encontrados no bairro Panorama.
“A ação foi resultado de um trabalho integrado de inteligência e troca de informações entre a 1ª Delegacia de Capturas (DOPE/SP) e a PCPR”, informou a polícia.
O casal foi levado para a cadeia pública de Foz do Iguaçu e segue à disposição da Justiça de São Paulo.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/9/Z/BuADGgRWygAKfMcnubmA/assassinaro-de-idosos-em-2010.jpg)
Relembre o crime
Roberta e Willians foram acusados de assassinar a também advogada Tereza Maria do Carmo Nogueira Cobra, de 60 anos, e o esposo dela, o empresário Wilson Roberto Tafner, de 64. As vítimas eram pais de Roberta. O casal foi encontrado morto na sua residência de veraneio, no Portal das Acácias. A filha foi acusada de planejar o assassinato junto com o marido dela, que esfaqueou os idosos.
Segundo a acusação feita pelo Ministério Público (MP), os dois decidiram matar os idosos para ficar com os bens deles que, segundo fontes ouvidas, estariam avaliados em 2020 em mais de R$ 60 milhões: entre eles, nove imóveis e um seguro de vida no valor de R$ 400 mil.
O processo sobre a herança do casal morto continua na Justiça. Como a filha foi condenada, ela não poderá ficar com o dinheiro por ser considerada indigna. Um irmão dela, fruto de um relacionamento anterior de Tereza, morreu em 2020 vítima de Covid. Desse modo, existe a possibilidade de que os bens sigam para a família deste irmão.
Após o julgamento, o casal foi condenado por duplo homicídio triplamente qualificado por meio cruel, motivo torpe e recurso que dificultou a defesa das vítimas.

















