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quinta-feira, 19 de março de 2026

24 anos do Teatro Municipal de Toledo será celebrado com “As Três Marias”

Neste domingo (26), às 19h, aniversário do espaço será marcado por espetáculo da Cia. do Terno de Dança-Teatro/Londrina; entrada ao público será franca

O aniversário de 24 anos será celebrado com aquilo que é a principal especialidade do Teatro Municipal de Toledo: receber grandes espetáculos! Neste domingo (26), às 19h, terá lugar no principal palco da Capital da Cultura do Oeste do Paraná a peça “As Três Marias”, uma produção da Cia. do Terno de Dança-Teatro (Londrina) protagonizada pela atriz Ana Karina Barbieri e dirigida por Aguinaldo de Souza.

A entrada é franca e não há necessidade de retirada prévia de ingressos – a classificação indicativa para o espetáculo é de 14 anos. “Será um momento para celebrar a arte e a cultura em nosso município, por meio de um espetáculo elaborado por pesquisadores da dramaturgia vinculados à UEL [Universidade Estadual de Londrina], apresentando uma qualidade à altura do nosso belíssimo teatro. Por isso, deixo aqui o meu convite para que o público de Toledo e região compareça e faça parte desta festa”, destaca a secretária da Cultura, Rosselane Giordani.

O espetáculo se soma a outros que foram encenados desde 26 de novembro de 1999, data em que o Teatro Municipal de Toledo, o segundo maior teatro público do Paraná, com capacidade para 1.022 pessoas em seu auditório. “Tive a honra de estar presente em sua inauguração e de contribuir direta ou indiretamente para a realização de diversos eventos que representam a nossa diversidade cultural. É uma história belíssima, escrita por várias pessoas, e é em homenagem a elas que anualmente celebramos esta data”, pontua a secretária.

“As Três Marias”

O espetáculo resgata memórias afetivas por meio da abordagem da vida de três mulheres da família da atriz Ana Karina Barbieri. Como mulheres comuns, enfrentaram trajetórias e adversidades corriqueiras, mas o que as torna especiais para além do laço afetivo? 

Partindo desta pergunta-chave, a atriz faz um mergulho autobiográfico na sua lembrança e na sua gênese, trazendo à tona a força da mulher comum em seu corpo e que passa de geração a geração. Presentes no pulsar da sua própria vida, a dramaturgia considera estas mulheres heroínas em seu tempo e lugar. 

Dessa forma, o espectador é instigado a revisitar a vida dessas mulheres: como foram os seus homens, suas lutas, suas solidões, seus medos e seus atos de coragem? A Cia. do Terno de Dança-Teatro está em atividade desde 2019 e reúne artistas e pesquisadores de Londrina, município cuja prefeitura patrocina o espetáculo por meio do edital do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic).

A potência expressiva do espetáculo centra-se no aspecto feminino do trabalho da atriz em relação a outras três mulheres de sua própria família (sua mãe e duas de suas tias). Por vários ângulos, estas mulheres estão presentes no corpo da atriz, seja pela via da memória, pela via da genética ou pelo encorajamento que a vida que essas mulheres levaram e levam, tornando-se exemplos de resistência e fuga, de drama e comédia, e de felicidade e tragédia.

Processo criativo

Através da construção de um dossiê poético sobre essas mulheres, a Cia do Terno de Dança-Teatro investigou em fotos, documentos, reportagens de época e relatos íntimos, momentos de enfrentamento e de superação, situações de vitórias e perdas – tudo isto a ser resgatado e transformado em dramaturgia e em encenação. Este processo criativo é amparado técnica e teoricamente pela análise do movimento expressivo e pela dramaturgia da lembrança desenvolvida pelo diretor do espetáculo, Aguinaldo Moreira de Souza.

Doutor em Letras pela Universidade do Estadual Paulista (Unesp), Aguinaldo foi professor e orientador de Ana Karina Barbieri, quando esta cursava Artes Cênicas na UEL. Também juntos realizaram o projeto “Tomai a medida do coração humano”, em 2018, que criou um espetáculo de dança-teatro Toda a expressividade conquistada no projeto anterior fundamentou o novo desafio e a nova proposta artística, ampliando as referências e trazendo ao público uma nova experiência (verticalizada) no qual a atriz se aprofunda no famoso aspecto do estudo da “atriz sobre si mesma”, pela memória e seus “fantasmas”.

Trata-se de uma experiência única, que traz consigo alguns questionamentos: qual a força que carrega a mulher comum em seu corpo e que passa de geração a geração? Por que estas mulheres são heroínas em seu tempo e lugar? Como e quem foram seus homens e suas mulheres? Quais são suas solidões e medos? Como e quando reuniram sua coragem? Fundamentalmente: como estas mulheres estão na atriz, no sangue que corre em suas veias? Noutro olhar: qual a empatia que a plateia terá ao saber dos dramas de cada uma das TRÊS MARIAS?

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