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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Sede administrativa do BPFron será transferida de Marechal para Guaíra

A sede administrativa do Batalhão de Fronteira (BPFron) será transferida de Marechal Cândido Rondon para Guaíra. A informação foi confirmada na sessão de hoje (09), pelo presidente do Poder Legislativo rondonense, Valdir Sachser (Valdirzinho), durante pronunciamento na tribuna.

Valdirzinho relatou que a transferência foi comunicada pelo comandante do BPFron, major Eldison Martins do Prado, em reunião ocorrida na quinta-feira (05) na Câmara de Vereadores, que também contou com a presença do vereador e primeiro secretário da Casa de Leis, Coronel Welyngton.

Segundo teria sido anunciado pelo comandante do BPFron, a transferência seria temporária.

Mas, Valdirzinho manifestou preocupação. “O temporariamente, para quem está há muitos anos na vida pública, sabe o que isso significa: muitas vezes, sem retorno”. Por isso, o presidente reforçou o pedido para que a comunidade local se mobilize para que a sede do BPFron permaneça no município.

Rumores sobre a mudança da sede administrativa do BPFron de Marechal Cândido Rondon existiam desde o final do ano passado, o que inclusive motivou encontro de autoridades políticas e lideranças com o comando do Batalhão, na Câmara de Vereadores.

A sede do BPFron estava sediada no município rondonense desde 2012, em um antigo salão de baile alugado. Ao lado desta sede provisória estão as obras da sede definitiva do BPFron no município, paralisadas há vários meses.

A ordem de serviço para construção foi assinada pelo governador Ratinho Junior em janeiro de 2022 e previa investimentos de R$ 32,4 milhões e prazo de conclusão de 720 dias.

Contudo, a existência de rochas no solo não previstas no projeto original estaria impedindo a continuidade da implantação da estrutura, projetada para ter área construída de 6 mil m² em um terreno de 10 mil m².

REQUERIMENTO

Ainda na sessão de hoje, o Poder Legislativo de Marechal Cândido Rondon aprovou requerimento dos vereadores Sargento Spohr, Coronel Welyngton e Policial Fabio. O documento será encaminhado ao governador Ratinho Junior; ao secretário estadual de Segurança Pública, Hudson Leônidas Teixeira; ao comandante do Policiamento Especializado da Polícia Militar, coronel Emídio Angelotti; e também ao prefeito Adriano Backes.

Os vereadores requerem informações oficiais do Governo do Paraná sobre a permanência ou não da sede administrativa do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron) no município e sobre a paralisação das obras da nova sede. Os parlamentares questionam se há definição quanto à manutenção da unidade em Marechal Cândido Rondon, os motivos da interrupção da construção, as medidas para retomada e o cronograma de conclusão da obra.

Eles ressaltam que o BPFron, cuja sede do comando por lei é o município de Marechal Cândido Rondon, exerce papel estratégico na segurança estadual, especialmente na faixa de fronteira, onde há forte atuação de organizações criminosas ligadas ao tráfico e contrabando.

“Por isso, a conclusão da nova sede é considerada essencial para ampliar a capacidade operacional e oferecer melhores condições de trabalho aos policiais. A paralisação, no entanto, gera prejuízos econômicos e posterga benefícios diretos à população”, afirmam Sargento Spohr, Coronel Welyngton e Policial Fabio.

GUAÍRA

Diferente de Marechal Cândido Rondon, a 2ª Companhia do BPFron, situada em Guaíra e que agora será transformada em sede administrativa, possui estrutura completamente nova e que atende todas as necessidades do Batalhão. Ela está situada em um terreno de 65,5 mil m² e tem mais de 5,5 mil m² de área construída.

Com investimentos que chegaram a R$ 27,8 milhões, a 2ª Companhia é formada por oito edificações, dois prédios operacionais e um educacional, refeitório, alojamentos, canil, academia, piscina, oficina, pista de rolamento em concreto, entre outros.

Do total investido, mais de R$ 22 milhões foram recursos da Itaipu Binacional e outros R$ 5 milhões foram pagos pela Prefeitura de Guaíra, enquanto o investimento do Governo do Paraná foi de R$ 500 mil.

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