16 C
Toledo
domingo, 7 de junho de 2026

30 anos sem Mamonas Assassinas! Sucesso meteórico e tragédia que marcou o Brasil

Banda vendeu quase 2 milhões de discos em menos de um ano e morreu em acidente aéreo em 2 de março de 1996

Há exatos 30 anos, em 2 de março de 1996, o Brasil se despedia dos Mamonas Assassinas. O grupo, que se tornou fenômeno nacional em poucos meses, morreu em um acidente aéreo na Serra da Cantareira, em São Paulo.

- PUBLICIDADE -

Em cerca de 180 dias, foram mais de 150 shows pelo país. O único álbum lançado vendeu quase 2 milhões de cópias em menos de um ano, sendo 25 mil exemplares comercializados nas primeiras 12 horas. O sucesso foi imediato e transformou Dinho, Bento, Júlio, Sérgio e Samuel em ídolos de uma geração.

Antes da fama, a banda ainda se chamava Utopia e enfrentou anos de dificuldades. Foram sete anos de tentativas até que, com irreverência, humor e letras marcantes, o grupo conquistasse espaço no rádio e na televisão em 1995. O reconhecimento veio em ritmo acelerado, com agenda lotada e participações frequentes em programas de TV.

Na noite de 2 de março de 1996, após show no estádio Mané Garrincha, em Brasília, o avião que levava a banda de volta a Guarulhos caiu às 23h16. A aeronave modelo Learjet LR-25D colidiu contra a Serra da Cantareira. Também morreram o ajudante de palco, o segurança, o piloto e o copiloto.

Relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos apontou fatores humanos e operacionais como determinantes para o acidente. Segundo a investigação, a tripulação enfrentava jornada extensa de trabalho, havia falhas de treinamento e erros na condução da arremetida durante a aproximação ao Aeroporto de Guarulhos.

Três décadas depois, o legado permanece. As músicas continuam presentes em rádios, programas de TV e na memória dos fãs. Para familiares e admiradores, a banda deixou saudade — e a certeza de que, mesmo com carreira curta, marcou definitivamente a história da música brasileira.

Metrópoles

PUBLICIDADE