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sexta-feira, 6 de março de 2026

FAEP cobra ações da Copel após falhas de energia com prejuízos milionários no campo

Produtores citam perdas enquanto Copel teve lucro de R$ 2,6 bi

O Sistema FAEP voltou a cobrar melhorias no fornecimento de energia elétrica no meio rural do Paraná após relatos recentes de produtores que enfrentam quedas frequentes e oscilações na rede.

Segundo a entidade, sindicatos rurais e prefeituras têm encaminhado ofícios relatando prejuízos dentro das propriedades, com situações que incluem mortalidade de animais, perda de produção e queima de equipamentos utilizados na atividade agropecuária.

Entre os problemas relatados estão danos em motores, bombas de irrigação, climatizadores, painéis de controle e resfriadores, além da perda de produção de leite e impactos na criação de aves e peixes.

O presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, afirma que os episódios têm se tornado recorrentes em diversas regiões do Estado e que os produtores esperam soluções mais efetivas.

“Essas situações de falta de energia e perdas dentro da porteira têm sido registradas com frequência no meio rural, com prejuízos que acabam recaindo sobre o produtor. É importante que sejam adotadas medidas para melhorar a qualidade do serviço”, disse.

A entidade também destaca que, em 2025, a Copel registrou lucro líquido de R$ 2,66 bilhões. Para a FAEP, o resultado financeiro reforça a expectativa de investimentos que garantam maior estabilidade no fornecimento de energia, especialmente nas áreas rurais.

Entre os casos citados está o do avicultor Pedro Riffel, de Marechal Cândido Rondon, que perdeu cerca de 800 frangos após oscilações no fornecimento de energia em fevereiro de 2025, o que gerou prejuízo estimado em R$ 10 mil.

Também no Oeste do Paraná, o piscicultor Hilário Schoninger relatou perdas após quedas de energia durante a madrugada. Em um dos episódios, ele afirmou ter perdido cerca de 52 toneladas de peixes, prejuízo estimado em R$ 250 mil.

Já o produtor Tiago Zeretski, de Nova Santa Rosa, relata que enfrenta interrupções e oscilações frequentes no fornecimento há cerca de quatro anos. Em alguns casos, segundo ele, a propriedade chegou a ficar até 72 horas sem energia.

Para a FAEP, os relatos evidenciam a necessidade de reforço na infraestrutura e maior agilidade no atendimento às ocorrências no campo, a fim de evitar novos prejuízos à produção agropecuária paranaense.

Catve

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