
O cachorro Abacate, um animal comunitário cuidado por moradores do bairro Tocantins, em Toledo, que havia sido resgatado com ferimentos provocados por disparo de arma de fogo, não resistiu e morreu. O caso mobilizou a equipe de Proteção Animal do Município na manhã desta terça-feira (27).
Segundo informações repassadas por uma clínica veterinária particular, o animal foi levado para atendimento emergencial por moradores da região, apresentando lesões graves. Diante da gravidade do quadro, a equipe da Proteção Animal foi acionada e acompanhou o caso.
Após a realização de exames, foi confirmado que Abacate foi atingido por disparo de arma de fogo, com perfurações profundas e comprometimento dos dois rins. Apesar dos esforços da equipe veterinária, o estado de saúde era crítico, e o cão morreu horas depois.
O caso será encaminhado à Polícia Civil, que irá apurar as circunstâncias da morte e identificar o responsável pelo crime.


A morte do cachorro comunitário Abacate em Toledo ocorre em meio à repercussão de outro caso de violência contra animais que gerou grande comoção nas redes sociais e em todo o país. Na última semana, um cachorro foi morto na Praia Brava, em Florianópolis (SC), após sofrer agressões praticadas por adolescentes.
A Polícia Civil de Santa Catarina avançou nas investigações sobre a morte do cão comunitário Orelha. Quatro adolescentes já foram identificados como suspeitos de praticar maus-tratos contra o animal. Segundo a polícia, eles também teriam tentado afogar outro cachorro no mar.
Além dos adolescentes, três adultos foram indiciados por coação no curso do processo. De acordo com a investigação, os suspeitos — pais e um tio dos adolescentes — teriam pressionado uma testemunha para tentar interferir no andamento do caso. A vítima da suposta coação seria o vigilante de um condomínio, que poderia possuir imagens relevantes para a apuração dos fatos.
A Polícia Civil informou que os nomes dos indiciados não foram divulgados e que mais de 20 pessoas já foram ouvidas somente no inquérito que apura a coação. As autoridades analisam ainda um grande volume de imagens de câmeras de segurança da região. Por questões de segurança, a testemunha foi afastada das funções.
Em razão do sigilo previsto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, os dados pessoais dos adolescentes não foram divulgados. Dois deles permanecem em Florianópolis e foram alvos de diligências recentes, enquanto os outros dois estão fora do país em viagem previamente programada. As investigações seguem em andamento.
Orelha cão comunitário morto em Florianópolis.


















