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quarta-feira, 29 de abril de 2026

SPM e Patrulha Maria da Penha firmam parceria com Embaixada Solidária

O Dia da Mulher (08 de março) teve várias nuances em Toledo. Marcado como um dia de luta por direitos humanos, combate às violências e desigualdades, também comemora-se todos os avanços já conquistados e a valorização da mulher como um todo. 

Uma das ações que marcou a data em Toledo foi a parceria firmada entre a Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM), a Patrulha Maria da Penha (PMP) e a Embaixada Solidária para garantir a vida e o direito de todas as mulheres, independente delas serem brasileiras ou imigrantes, às políticas públicas disponíveis no município.

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“Nós estamos construindo essa rede de proteção para que essas mulheres tenham um apoio jurídico, social, psicológico, pois a vida vem em primeiro lugar e temos que proteger a vida de todas as mulheres”, afirmou a secretária da SPM, Jennifer Thays Chagas Teixeira. 

Cada instituição/membro dessa rede de proteção terá seu papel. A Patrulha Maria da Penha com o acompanhamento das medidas protetivas de urgência; a Secretaria de Políticas para as Mulheres vem com os atendimentos e orientações psicossociais; e a Embaixada Solidária proporcionando o acesso dessas mulheres que estão em situação de violência, além de contribuir com a questão da linguagem. 

“Hoje, o maior desafio que encontramos no atendimento com as mulheres estrangeiras é justamente na área da linguagem. A dificuldade em estabelecer um diálogo confiável é muito grande”, aponta a secretária da SPM. 

A Embaixada Solidária é responsável por todo o acompanhamento jurídico, social, inclusive de benefícios, quando a mulher encontra-se em uma situação de vulnerabilidade.

“Hoje a Embaixada faz a maioria dos atendimentos das mulheres imigrantes, é a nossa maior porta de entrada. A partir deste momento vamos estabelecer alguns fluxos para garantir nosso objetivo principal, que é a vida das mulheres, bem como a garantia de que tenham acesso às políticas públicas”, acrescentou Jennifer Teixeira. 

Público estrangeiro

A presidente da Embaixada Solidária, Edna Nunes, estima que haja aproximadamente quatro mil estrangeiros residindo em Toledo e algumas cidades vizinhas. Destes, estima-se que 1,8 mil sejam mulheres. O objetivo da instituição é dar voz e evitar que direitos humanos sejam violados em virtude da dificuldade de comunicação das estrangeiras. 

“Quando não se fala o idioma, ela passa por todas as violências quieta, pois não tem nem como buscar ajuda, principalmente no serviço público”, mencionou a presidente. 

Idioma

A Embaixada Solidária firmou o compromisso de oferecer tradutores e também curso de idiomas para servidores das diversas secretarias envolvidas na rede de proteção. “Vamos disponibilizar tradutores de confiança também, assim, se houver necessidade, elas ficarão mais à vontade para expor o que está acontecendo”, acrescentou Edna. 

A assessora jurídica da Embaixada Solidária, Eliziane Alonço dos Reis, salientou que os estrangeiros em geral não apresentam problemas de violência contra a mulher. Também esclareceu que os atendimentos não são exclusivos à mulheres estrangeiras. 

“Alguns homens, sejam brasileiros ou estrangeiros, acham que as nossas leis não se aplicam para defender a mulher estrangeira. Eles se enganam, pois a Lei Maria da Penha, por exemplo, é igual para todo mundo. Além disso, não é característica do estrangeiro ser violento”, comentou a assessora jurídica.

A GM Cleonice Vilela, integrante da Patrulha Maria da Penha em Toledo, pontuou que “quanto mais parcerias e mais pessoas na rede de proteção, melhor o resultado dos serviços prestados, principalmente para as mulheres estrangeiras, neste caso”.

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