
O Ministério Público do Paraná apresentou recurso contra a decisão judicial que revogou a medida cautelar de afastamento dos vereadores Edimilson Dias Barbosa, conhecido como Dudu Barbosa (MDB), e Valdomiro Nunes Ferreira, o Valdomiro Bozó (PL), denunciados por corrupção passiva. O recurso foi protocolado pela 4ª Promotoria de Justiça de Toledo.
Os parlamentares se tornaram réus após o oferecimento de denúncia que aponta a solicitação de vantagem indevida a uma empresa do ramo de energia renovável, em troca da aprovação de um projeto de lei. Em agosto de 2025, a pedido do Ministério Público, a 1ª Vara Criminal de Toledo havia determinado o afastamento dos dois vereadores de seus cargos pelo prazo inicial de 180 dias.
De acordo com as investigações, no dia 31 de outubro de 2024, os vereadores teriam solicitado R$ 300 mil a uma empresa que mantinha tratativas com o Município de Toledo para a elaboração de um projeto de construção de uma Central Geradora Hidrelétrica (CGH) no Rio São Francisco, localizado na Estrada da Usina. A proposta legislativa envolvida garantiria a regularização de uma servidão administrativa necessária para a passagem de tubulações utilizadas no empreendimento.
No recurso apresentado contra a decisão que revogou a medida cautelar, a Promotoria de Justiça sustentou que os fundamentos que motivaram o afastamento continuam presentes. Segundo o MP, a prorrogação da medida é necessária para a garantia da ordem pública e para evitar possíveis reiterações criminosas.
A revogação do afastamento não interfere no andamento da ação penal, que segue tramitando normalmente, enquanto o recurso apresentado pelo Ministério Público aguarda análise do Judiciário.


















